Bontempo no iSaloni 2015 - As novidades da Bocci para a Euroluce.

Desde 2005 a marca canadense Bocci tem se destacado no mercado internacional por suas criações contemporâneas e soluções inteligentes para iluminação de interiores. Apesar de tão jovem em um mercado competitivo, a marca já ganhou o coração de grandes escritórios de arquitetura – Herzog & de Meuron, Norman Foster, Andree Putman e Yabu Pushelberg são alguns dos clientes que escolheram as criações da Bocci para surpreender em seus projetos.

A paixão clara da empresa é a concepção de peças-conceito para iluminação, quase todas em vidro soprado e desenvolvidas pela mente fervilhante de Omer Arbel, diretor-criativo da marca. “Nossa missão é ajudar na criação de ambientes que fazem uma alusão romântica ao que podemos chamar de espaço sublime, quase irreal”, contou Omer em entrevista exclusiva à Bontempo.

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Participando da Euroluce pela segunda vez, a Bocci nos brinda com duas coleções surpreendentes. Batizadas de “16” e “73”, as criações marcam os 10 anos de evolução e expansão da marca, que acaba de inaugurar uma sede em Berlim – um casarão histórico que serve como loja, galeria e ateliê –, demonstrando a força da empresa canadense e o poder criativo de seu diretor. “Algumas das minhas criações acontecem simplesmente através da reinvenção, mas se transformam em algo realmente novo e poderoso quando ativadas pela luz. Assim como no início da minha carreira, todas as peças são resultado do meu encontro com diferentes materiais e pessoas”, explica.

Aliás, a “16” levou cerca de uma década para ser finalizada e destaca-se por ser a primeira peça da marca a ter uma modulação flexível, projetada tanto para espaços internos quanto externos – utilizando baixa carga de eletricidade, a “16” pode ser instalada em paredes ou diretamente no chão, como se fosse uma árvore. Em diferentes camadas, seu interior nos dá a impressão de que os pendentes são como belos ramos e folhas magnificamente iluminados. Já a “73” caracteriza-se pela junção de delicados pingentes que remetem às formas curvilíneas das nuvens. Sua textura assemelha-se muito mais a um tecido do que ao vidro, e seu processo de fabricação em vidro soprado faz com que cada peça tenha sua própria personalidade, “nenhuma é igual à outra, a coleção 73 é inesperada e cheia de personalidade”, orgulha-se o designer.

Para quem ficou curioso sobre os nomes numéricos das coleções, Omer nos explica: os números referem-se à ordem cronológica em que as ideias foram concebidas.

Uma resolução simples para um trabalho cheio de detalhes encantadores.