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  • M.C. Escher: o artista das construções impossíveis

    As artes plásticas são uma inspiração histórica para o design e a arquitetura, em muitos casos assumindo um papel intrínseco e inexorável na criação e concepção de certas construções. No caso de Maurits Conelis Escher, mais conhecido como M.C. Escher, essa via é dupla: a arquitetura era uma constante em seus desenhos e, posteriormente, eles que passariam a inspirar o mundo do design. A principal razão dessas duas verdades sobre sua obra é o fato de que sua temática gira em torno de um conceito intrigante: o impossível.

    Nascido em 1898 na Holanda, Escher tornou-se conhecido por suas xilogravuras, meio-tons e litografias que representavam construções impossíveis. A exploração do infinito e as metamorfoses geradas pela repetição de padrões geométricos são duas de suas principais características. Uma de suas maiores contribuições às artes visuais, campo ao qual se dedicou por toda a sua vida, foi a capacidade de gerar imprevisíveis efeitos de ilusão de ótica — todas, absolutamente todas as suas criações merecem uma segunda olhada. À primeira vista, os desenhos parecem possíveis, até mesmo comuns, mas segredos escondidos em suas formas são facilmente detectados após um olhar mais atento.

    Na juventude, Escher foi convencido por seus pais a ingressar na Escola de Belas Artes de Haarlem para estudar arquitetura. Lá conheceu seu mestre, o judeu de origem portuguesa Jesserum de Mesquita. Como seu pupilo, conheceu as técnicas de desenho e se deixou fascinar pela arte da gravura, abandonando seu curso de origem e ingressando nas Artes Gráficas. Ao concluir a faculdade, decidiu viajar pelo mundo, registrando em imagens certos locais da Espanha e da Itália. Fixou-se em Roma, vivendo mais tarde na Suiça e na Bélgica.

    A passagem por diferentes locais e culturas inspirou fundalmentalmente a obra de Escher. Ao conhecer Granada, foi fortemente impactado pelos azulejos mouros, de onde nasceu a inspiração para os padrões geométricos que se transfiguram ao serem repetidos, formando novos desenhos. A origem é a arte árabe, que por não admitir representações, foca-se em figuras e formas padronizadas. Na interpretação de Escher, essas figuras abstrato-geométricas foram substituídas por imagens concretas, principalmente da natureza, como pássaros, peixes, répteis e seres humanos.

    Quarenta anos após sua morte, em março de 1972, seu trabalho permanece servindo de inspiração em construções arquitetônicas contemporâneas, bem como para peças desenvolvidas por escritórios de design do mundo todo. Separamos, abaixo, alguns exemplos:


    Escher inspired por Francisco Andriani


    Escada Escher por Arkitektkontor


    Endless Chair por Dirk Vander Kooij


    Escher side table por Property

     

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