por Consuelo Blocker

O contar das horas é algo criado pelo ser humano, mas o tempo não. E o que fazemos com esse tempo? No início, a nossa vida é responsabilidade de outros. Mas chega aquele momento quando o tique-taque se torna encargo nosso. Acertamos, erramos, aprendemos e recomeçamos. Há vezes em que o avançar é emocionante. Em outras, dá um medo danado, ou até preguiça.

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Estamos perto do Ano Novo. Com ele, vêm listas de intenções e esperanças. Medimos nossos erros e frustrações, analisamos como fazer para mudar a rota. Temos certeza que é desta forma, e neste momento, que tem que ser feito. Por quê? Se as horas são só uma invenção, qual a razão pela qual são elas o ponto de partida? Nem sempre é Ano Novo e nem sempre é segunda-feira, mas sempre é um bom momento para um recomeço.

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Erros se acumulam, alguns resolvemos e outros não. Sei que sou a minha maior inimiga, pois os repetirei, já que eles vêm de minhas fraquezas. Com isso, não se autoflagele. Respeite os seus erros. Dê importância e aprenda com eles.

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Para quem vê minhas mídias sociais, tudo brilha. Outro dia me disseram: “tua vida parece um conto de fadas”. E de certa forma é. Por que então nem sempre me sinto eufórica? O ser humano tem um gatilho de masoquismo que deve ser mantido sob controle, senão nos auto-sabotamos!  Cada dia é um desafio e ele sempre vem acompanhado com a rede de proteção chamada recomeço: se falharmos, podemos nos reerguer.

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Proponho hoje, com este texto, fazer de cada momento um recomeço. Pode ser um ano, uma semana ou um dia, basta que aquele seja o momento para um princípio. Aquele segundo que você escolhe virar para o lado que vai construir. O dizer sim. O dizer “eu consigo”. É tua a responsabilidade, e apesar do frio na barriga, a sensação pode ser maravilhosa.

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Imagino a vida como um jogo de cartas: a maneira como escolhemos jogar as que nos são dadas determina o resultado. Podemos arriscar, blefar ou usar bons critérios. Depende de nós. Culpar os outros é se distrair da estratégia necessária para jogar direito. Não importa se as cartas são boas ou ruins, é como as jogamos que faz a diferença. E cada mão é uma forma de construir sobre o acerto ou erro precedente. Tento fazer cada dia valer, nem que seja descansando. No fim do dia, ao pôr-do-sol que tanto gosto. Pauso e me pergunto sobre o que vivi e tento aprender com isto! Não sou genial nem perfeita, só vivi o bastante, e errei o bastante para ser analítica.

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Sempre gosto de trazer uma analogia dos meus textos com o nosso anfitrião, a Bontempo. Imagino o caminho que esta empresa familiar percorreu. Primeiro, escolhendo o país onde desembarcar, depois a região. A seguir, os materiais adequados. Daí foi a vez de domar suas dificuldades e particularidades, criar um padrão de qualidade e mantê-lo por gerações. São desafios enormes que certamente geraram erros e recomeços necessários para a Bontempo conquistar o lugar em que está hoje. Com certeza, no seu percurso não disseram vamos arrumar isso ano que vem, mas sim agora – o “sim”, essa palavra tão importante para quem desafia seus limites.

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As vírgulas, pontos, pausas, interrogações, exclamações dentro da prosa de nossas vidas são nossa responsabilidade. Vamos usá-los com sabedoria. Afinal, o Ano Novo é algo inventado, mas a nossa vida não. É concreta. Vamos fazê-la valer!