O dia 30 de maio é uma data megaespecial para a Bontempo: o Dia do Decorador. Sabemos que são eles alguns dos principais responsáveis por transformar cômodos em ambientes únicos, pois sabem ver como ninguém as infinitas possibilidades que cada peça de decoração proporciona. Sem eles, e todo o seu esforço na composição de lares impecáveis, itens icônicos do design não seriam tão incríveis – e é pensando nesses recursos decorativos que sozinhos não são nada que bolamos as próximas postagens do blog. Um belo exemplo, que serve de conteúdo inspiracional aos decoradores, são os maxilustres vistos no Salão Internacional do Móvel de Milão, uma das principais tendências deste ano. Ainda que ultraelegantes, eles não seriam tão eficientes em cumprir seu papel sofisticador sem o impecável trabalho desses profissionais: são eles que colocam essas curiosas e ousadas peças em perfeita harmonia com os demais elementos do ambiente.

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Seguindo uma tendência extrema, os lustres, de tão grandes, poderiam ser consideradas exagerados ou até mesmo grotescos nos estandes e showrooms em que foram vistos em Milão, mas curiosamente funcionaram de forma harmônica em todos os ambientes – mérito, é claro, dos decoradores. Sem abrir mão da ousadia, equilibraram esse elemento usufruindo de suas principais qualidades: a sofisticação, a elegância, a potência de sua iluminação. Acima, um dos exemplos mais bacanas: mega lustres que, com jogos de luz e sombra, multiplicavam seu potencial decorativo.

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Até mesmo os pavilhões do Salone Satellite foram decorados com lustres gigantescos em estilo oriental – outra forte tendência vista dentro e fora dos pavilhões de Rho em 2013. A tradição oriental na iluminação ajuda a tornar os ambientes aconchegantes e usufrui de materiais nobres e originais. Somadas às versões clássicas surgiram outras, repaginadas mas com as mesmas características históricas do artesanato do Oriente. Na maioria dos casos, a fibra usada na produção desses típicos lustres é a kozo, ou Broussonetla Kajinoki, uma planta nativa do Japão que produz um papel translúcido e resistente. O primeiro designer a prestar tributo a essas tradicionais peças foi o norte-americano George Nelson, em 1950, com sua Bubble Saucer feita através de um tecnopolímero e de uma estrutura de aço.

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Na mostra Euroluce, muitos dos lustres, além de gigantescos, mostraram preocupação com sustentabilidade. Um belo exemplo são os da Greypants: trançados e feitos principalmente com papel reciclado, têm certificação ecológica. Os maiores e mais procurados do estande chegavam a custar quatro mil euros.

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Clássicos como a Artichoke Lamp, desenhada por Paul Hennigsen em 1958 para o restaurante Langelinie Pavillonen, em Copenhagen, sobre a qual já falamos aqui, marcaram presença em diversos estandes, garantindo a atemporalidade das peças icônicas. Não apenas nos expositores do Salão, mas em instalações da Triennale e showrooms de Brera, a luminária relembrou a histórica tendência de lustres grandes e mostrou que não envelhecerá tão cedo.

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O Dia do Decorador é só na quinta-feira, mas esta postagem já foi dedicada a esses profissionais. Aos que visitarem nosso blog e tiverem temas de decoração para sugerir como postagem, aceitamos dicas nos comentários 😉